Os verbos irregulares em língua inglesa: das origens a uma proposta pedagógica

Cassiano Luiz do Carmo Santos

Resumo


Em inglês, ao se ensinar o Simple Past (Passado Simples), o professor tradicionalmente apresenta a seus alunos uma lista bipartida de verbos: de um lado, verbos que seguem um padrão (os verbos  regulares), pois  recebem um sufixo em sua forma passada, e do outro, verbos que fogem a esse padrão, denominados verbos irregulares. Ao proceder desta forma, o docente apresenta os verbos irregulares como um bloco totalmente rígido, que foge a qualquer tipo de sistematização. Entretanto, se  o desenvolvimento diacrônico da língua for levado em consideração, perceberemos que a irregularidade dos verbos de passado em inglês é apenas aparente. Assim, este artigo tem por objetivo apresentar como o passado destes verbos se deu, demonstrando as motivações que levaram alguns verbos a serem regulares e outros irregulares no inglês contemporâneo. Este estudo foi realizado consultando-se a literatura linguística sobre o assunto. Adota-se aqui uma visão de língua enquanto fenômeno dinâmico, influenciada tanto por fatores externos à língua (como o contexto social) como por fatores internos (tais como processos morfofonológicos e semânticos).  Ao final do artigo, defende-se que, mesmo no inglês contemporâneo, é possível uma sistematização dos verbos irregulares, conforme aponta Steinberg (1985), e que tal sistematização, juntamente com questões linguístico-históricas, podem ser apresentadas aos aprendizes de língua inglesa. Acredita-se que com uma apresentação didática destes aspectos, o ensino destes verbos se tornará menos arbitrário, contribuindo para uma maior conscientização do discente de que a aprendizagem de uma língua vai além de simplesmente “decorar” uma lista de verbos.

 


Palavras-chave


verbos irregulares; verbos de passado; língua inglesa; ensino

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AUTOR (2018)


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