Morfossintaxe do período simples: uma nova metodologia de ensino

Suelen Sales, Erica Almeida

Resumo


O tratamento dado à Gramática, mais especificamente à Morfossintaxe, na escola tem sido alvo de preocupação não só de linguistas, mas também de professores de Língua Portuguesa. Desde as séries finais do Ensino Fundamental até o Ensino Médio, grande parte de nossos alunos são submetidos a aulas densas sobre Sintaxe que produzem mínimo ou nenhum efeito no entendimento da estrutura da língua. No presente artigo, busca-se mostrar, a partir do estudo dos sintagmas, como se podem trabalhar as funções que os constituintes possuem no escopo da oração. Defende-se que, para fins didáticos, as funções sintáticas desses termos podem ser apresentadas em dois grupos. O primeiro estaria no nível oracional, em cujas “partes” vão se unindo, em torno de predicador, para formar a oração. O segundo estaria no nível suboracional, pois engloba funções que podem aparecer na estrutura interna dos termos, permanecendo em um nível hierárquico inferior ao dos sintagmas maiores que os contêm. Pretende-se mostrar, ainda, que essas combinações acarretam implicações diretas sobre a questão da concordância, da regência e da pontuação. Para maior aplicabilidade no ensino, serão apresentadas algumas propostas de atividades mais atraentes e dinâmicas que auxiliem os alunos a melhorar seu desempenho linguístico e desenvolver sua competência comunicativa, produzindo textos coesos, coerentes e que respeitem a norma culta.

Palavras-chave: Morfossintaxe. Sintagmas. Funções sintáticas. Propostas de atividades.


Palavras-chave


Morfossintaxe. Sintagmas. Funções sintáticas. Propostas de atividades.

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