Educação que Poliniza: O Papel do Meliponário na Formação Cidadã na Escola Básica
Keywords:
educação ambiental, escola rural, ensino fundamentalAbstract
O projeto "Meliponário Mirim: Formando Guardiões Ambientais no Sul Fluminense" teve como objetivo principal promover a educação ambiental entre crianças de 6 a 8 anos de uma escola rural em Pinheiral-RJ, com foco na importância das abelhas sem ferrão para a biodiversidade local. A metodologia qualitativa, baseada em Minayo (2014), combinou observação participante e diário de bordo para registrar as transformações nas percepções infantis. Inicialmente, as crianças demonstravam medo das abelhas, associando-as a experiências negativas ("Elas fecharam a escola!", A12). Três atividades sequenciais promoveram uma mudança significativa: (1) diálogos sobre polinização e guardiões ambientais, que despertaram curiosidade; (2) experimentação com méis e manipulação de um modelo didático de abelha Mandaçaia, quando perceberam a ausência de ferrão ("Cadê o ferrão dela?", A5); e (3) construção cooperativa de armadilhas com materiais recicláveis, que consolidou atitudes protetivas ("Vamos plantar mais flores!", A26).Os resultados revelaram uma trajetória emocional e cognitiva marcante: do medo inicial ao interesse científico e, finalmente, ao compromisso ambiental. A abordagem multissensorial (tátil, gustativa e visual) mostrou-se eficaz para ressignificar conceitos, conforme teorizado por Campos et al. (2018). O projeto, enquanto ação extensionista do IFRJ, destacou o potencial da educação ambiental experiencial na primeira infância, transformando não apenas percepções sobre abelhas, mas também fortalecendo habilidades sociais como cooperação e empatia. Conclui-se que intervenções pedagógicas que integram conhecimentos ecológicos, vivências práticas e elementos lúdicos podem formar efetivamente jovens guardiões ambientais em comunidades rurais.
References
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